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Intercambista brasileiro descobre em Waterford mestrado que buscava para aprimoramento profissional

09/07/2015

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A cidade mais antiga da Irlanda, localizada no sudeste da ilha, foi a escolhida pelo brasileiro Lucas Guerra para morar por um ano. O que o levou a Waterford foi seu mestrado. Depois de muita pesquisa, ele escolheu o Waterford Institute of Technology - WIT para fazer o curso de Ciências da Computação com foco em Processos de Sistemas de Informação. O mineiro, de Belo Horizonte, acostumado com grandes centros, estranhou os primeiros dias na cidade, mas logo percebeu que seria surpreendido. “Waterford é bem pequena, especialmente para os padrões brasileiros. Mas para uma cidade com 50 mil habitantes ela tem uma estrutura muito boa. Os moradores daqui, como de costume nas cidades pequenas, são bem mais amigáveis e prestativos”, avalia ele. Entre as vantagens da cidade de Waterford estão o baixo custo de vida - se comparado com outras cidades da ilha, especialmente a capital, e também a vantagem de que tudo está a uma curta distância a pé, não tendo assim a necessidade de usar outros meios de transporte.

 

O WIT reúne mais de 1000 estudantes internacionais de aproximadamente 80 países. A diversidade cultural é bastante incentivada pela instituição que organiza eventos para integrar os alunos. “Estudar no WIT tem sido muito interessante, posso ver como as coisas são tratadas na área de tecnologia aqui na Irlanda e isso ajuda muito a expandir os horizontes. Além disso, como a turma é bem internacional, tive a oportunidade de trocar opiniões e experiências com colegas da China, Índia e da Tunísia”, conta o intercambista.

O curso

Lucas não tem bolsa de estudo, ele escolheu a instituição com base no programa do curso e seus objetivos pessoais. Como já estudava inglês no Brasil, fez duas semanas de aula de reforço e realizou a prova do TOEFL – a certificação de proficiência em inglês era uma das exigências da instituição. “O programa de mestrado que faço no WIT é considerado um programa de estudos full-time na Irlanda. Isso quer dizer que, comparado a um mestrado no Brasil, tenho uma carga horária semanal bem maior”, explica Lucas.

Para ele, a vantagem desse modelo de curso é ter que se dedicar totalmente ao projeto. Em contrapartida, os finais de semana são sempre ocupados por estudo, trabalhos e provas. “Outra coisa diferente é a forma em que os semestres do mestrado são distribuídos ao longo do ano. O primeiro semestre começa em setembro e fecha no final de dezembro e o segundo vai de janeiro a maio. De maio até o fim de agosto, tenho um tempo para finalizar minha pesquisa, que devo apresentar em setembro”, acrescenta. 

 Novas oportunidades

Estudantes brasileiros que pensam em estudar na Irlanda devem ficar atentos aos programas de bolsa de estudo. O Waterford Institute of Technology também faz parte do Ciência sem Fronteiras e foi uma das instituições que mais recebeu alunos do programa. Recentemente, novas parcerias de intercâmbio de estudo e pesquisa foram fechadas com Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal de Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

Para quem deseja estudar em uma instituição de ensino superior na Irlanda, Lucas aconselha atenção à grade curricular das disciplinas de cada curso. E lembra: “se a intenção for fazer um mestrado para seguir na área acadêmica no Brasil, é muito importante verificar se o curso será reconhecido pelo MEC”.

 Quanto aos planos do brasileiro, ele pretende retornar ao Brasil assim que acabar o mestrado, ainda neste ano. Com a qualificação, o objetivo é encontrar espaço de destaque na área de TI. “O mestrado aqui na Irlanda é uma grande oportunidade de crescimento profissional e pessoal. Acredito que esse tempo de estudo no exterior abrirá novas portas no mercado de trabalho do Brasil”, finaliza.

 

Por Marciéli Palhano, jornalista e intercambista em Dublin. 

Fotos: arquivo pessoal Lucas Guerra, do blog Vivendo em Férias